Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!




Mostrando postagens com marcador estação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador estação. Mostrar todas as postagens



Nunca acreditei na tormenta
Sempre acreditei na paz do sentimento
No acolhimento terno
Na liberdade que se pode dar a quem se ama

Não temos ninguém para a gente
E nada pode garantir eternidade
A não ser a certeza de que pode mudar
E mesmo assim ainda continuar amando

Porque se verdadeiro não muda
Pode passar por fases
Como as estações
Nem tudo é primavera!

Aquela loucura cega nunca me pegou
Jamais me iludi com promessas
Só posso garantir os meus sentimentos
Não tenho domínio sobre outros

Sonhos se desfizeram em meus olhos
O amado escorregou pelas minhas mãos
Mas nada me pertence
A não ser o amor que em mim floresceu...

(J.L.)





Caem as folhas secas

Estas, levadas pelo vento

Arvores sem vida, sem verde

Sem essência

Caem também meu riso

Aquele jeito de ser contente

Foi levado pelo Amor tão indecente

O outono anuncia uma nova estação

Onde tudo será regado

E logo ficará renovado

Meu outono virou foi deserto

Meu caminho é incerto

Não quero mais nada regar

Quero antes a queimada

Ó fulga tão armada

O desprezo de tal amor

Quero a erosão

Um furacão

Com toda fúria de destruição

Não quero miragem

Antes a secagem

O fim da ilusão

Não quero mais nenhuma lágrima

Seque tudo em meu coração

Que nada mais tire minha razão

Seja sempre um outono deserto

Esse amor sem noção

Sem estação.

( J.L.)