Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!




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Às vezes é assim, você pensa que não vai suportar aquela dor, aquela decepção, a angústia que se formou. Você pensa que o mundo descoloriu, que sentidos se esvaíram e você apenas vai vivendo... Deixando tudo acontecer, deixando tudo passar...

Às vezes dura anos para se libertar de si mesmo e um belo dia, pronto, você descobre que sobreviveu, que amargou sim longos dias, que as feridas pararam de sangrar, criou cicatrizes...
E você chora mais uma vez porque conseguiu, porque passar os olhos por algumas fotos antigas, algumas lembranças que restaram já não te traz nenhum sentimento. E as lágrimas que caem é justamente pela liberdade que se apresenta.

E você deixa tudo, tudo mesmo, para que não reste mais nada, este sim é o recomeço.
Quando você descobre que o tempo faz esquecer, mesmo devagar... Que é preciso ter paciência consigo mesmo, mesmo que pareça difícil suportar... Que embora alguns te joguem na sarjeta existem outros que te ajudam a sair de lá... Que você pode ir criando uma nova tela, mais bonita, mais suave... E que a vida às vezes pode nos levar a profundas dores, mas nada pode superar o aprendizado de quando você percebe que há mais vida, bem ali na frente... Apenas não pare, não pare, não pare... 

(J.L.)


As muitas lutas travadas ainda que não vencidas fazem-me mais experiente, trazendo tantas lições, algumas boas, outras ruins de aprender, porém necessárias. Ao longo da vida, tantos altos e baixos, superações, decisões e discernimentos, erros e acertos, fizeram-me mais firme.

A vida pode parecer ter sido fácil quando se olha meus risos, mas até isso tive que aprender, o que trazemos intimamente poucas pessoas conseguem ver.Quando às vezes se perde as esperanças, quando se perde a confiança, quando definha sentimentos bons, quando você se encontra só, quando não há com quem contar, desabafar... Quando ninguém pode ver tuas lágrimas, quando necessita de compreensão, um abraço amigo, algum afeto recluso e impedido...

As pessoas teorizam tantas coisas a respeito das outras mas nem sempre querem saber como realmente estão. Eu aprendi tanto comigo mesma, questionando minhas atitudes, interrogando meus jeitos e trejeitos como aprendi olhando para outros e tentando entender porque agem como agem e são como são e sempre acreditei que podemos mudar e nos aprimorarmos como seres “humanos”. Humanos de verdade. Eu mesma mudei tantas vezes e certamente eu podia ser alguém muito pior.


Sei que não sou a melhor pessoa, sei que sobrevivi a tantas tormentas e continuo navegando nesse mar da vida, fácil não é, mas aprendi que podemos ser mais leves e nada melhor do que contribuirmos conosco mesmo e com os outros facilitando as coisas. Não precisamos complicar tanto, que a dor e a alegria sejam sentidas no seu devido tempo, que os sonhos e projetos sejam perseguidos e incentivados, que a nossa mão esteja sempre estendida para ajudar ou receber ajuda.

 Das tantas vezes que caí encontrei uma estendida e não hesitei em segurá-la e nem sempre é o seu melhor amigo não, às vezes é até um desconhecido, uma pessoa que considerávamos “chata” ou sem afinidade alguma, uma pessoa cheia de problemas também, alguém que a vida deseja que percebamos e descubramos que não há perfeição e todos vivem numa batalha ferrenha que nem a gente, alguém que nos trouxe a palavra certa, a conversa necessária, o ânimo preciso para entendermos o momento que passamos.


Do que precisamos? De olhos atentos porque a vida tá sempre ensinando, tudo pode acontecer de bom ou de ruim porque o único script que ela tem é nascer e morrer e o intervalo entre esses é a nossa batalha, é a misteriosa luta  que travamos, a de aprender a viver, cair, superar e continuar aprendendo... é a nossa história. 
E lembre-se, um guerreiro luta até o fim e faz história!


(J.L.)