Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!





Quantas vezes nos enganamos no amor. Achamos que amamos e achamos que somos amados e depois quando o mínimo dos mínimos ou o limite do suportável bate à nossa porta o amor se esvai, acaba, finda, cria raiva, ódio, rejeição, lamentação, sofrimento...

E os olhos se abrem e nossa mente também, pensamos quanto tempo dedicado, quantas renúncias feitas sem valer a pena, quantos abraços podem ter sido em vão e quantas dúvidas se foi ou não foi amor.

A gente cai em lágrimas, em negações, às vezes nos agarramos a pequenas esperanças querendo que tudo mude, que tudo seja um mal entendido e desejamos que tudo possa passar e se passa dificilmente volta a ser como era.

Eu entendo que o amor é constante, amor não oscila, não tem medidor, amor não tem primeira vista tem inúmeras, amor é o descobrimento do outro.O amor é raro porque ele não é egoísta, amor é via de mão dupla, amor é amor quando se sacrifica, quando se doa e quer fazer dar certo. Amor é esforço diário, é decidir amar e acreditar todos os dias que podemos amar além das imperfeições do outro. Amor é doar-se para as alegrias e tristezas que a vida pode trazer.


Se não tens isso não é amor, não se engane, o amor não é de momento, de uma pequena empatia, de explosão de sentimento sem definição, no amor sabemos quem somos e o que queremos e por onde estamos caminhando, se você se sente perdido na relação ela não te levará a nenhum lugar.


Queremos sim ser amados, mas não vejamos amor no primeiro ato de delicadeza, às vezes é só delicadeza mesmo, se for amor se tornará melhor, porque o amor é assim, ele é capaz de nos tornar melhores, não pelo outro, mas por nós mesmos em querermos ser o melhor para o outro. Simples assim. Porque o amor é pura simplicidade, se é complicado já deixou de ser amor, porque ele não se prende aos complexos interiores, ele se manifesta em pequenos atos de quem livremente permite que ele brote. Apenas assim.

(J.L.)

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