Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!





"A alma livre escuta a música e dança
Transcende todos os olhares julgadores
Não se impede de sentir o ritmo
Ela se envolve nos tons, nas notas
E deixa a melodia tocá-la
Sem medo de ser feliz."

(J.L.)








Ela vislumbra-se pelo agora, pelo hoje
Importava o que ainda não viveu
O que podia ser
Os minutos seguintes
O que ainda pode fazer

Já não remoía o ontem
O passado era apenas bagagem
Da experiência que trouxe para o agora
Tão notório de sua impulsiva busca
Dos caminhos que tem lá fora

Era a jornada que podia ver
Que  a chamava para viver
Intensamente
Profundamente
Que fazia o coração incessante bater.

(J.L.)




Foi assim a primeira vez que te vi
Não acreditava em amor à primeira vista
Sempre fui muito racional
Te vi e o mundo girou
Meu coração acelerou
Naquele momento eu senti
Você já estava em mim

Não sei dizer mesmo se foi o olhar
Se foi o sorriso ou se foi de observar
Mas por que te observei?
Quem poderá explicar?!
Te amei e por um instante tudo parou
Parecia que só existia eu e você
E nada mais pude entender

Não é obsessão
Não é capricho
É como se já soubesse
Que você era o que eu sempre quis
Se existe encontro de almas
A minha te encontrou
Você pode até não lembrar
Mas meu ser lembrou

Talvez seja por isso
O nosso jeito tão aberto
Nosso querer tão discreto
Talvez nossas almas saibam
E sempre se procuram
Em qualquer universo
Mesmo que o presente
Desperdice este afeto.

(J.L.)










"A gente vai se desvencilhando, 
mudando e quando nos damos 
conta já não nos interessamos 
mais por coisas e pessoas que 
pensávamos que fariam falta."
(J.L.)






"As noites de chuva são as melhores. 
Pode-se mergulhar no mistério de 
sensações que traz, desde a gota d'água 
à tempestade de recordações
e esperanças." 

(J.L.)



Meu amor,
O lado bom de te amar é poder sentir o coração pulsar
Quando tantas vezes já deixou de acreditar
Quando pensava nem mais esperar
E ai pode te encontrar

Para trazer aos meus dias, mesmo os mais rotineiros
A sensação de não mais estar só
Estar na cama e não mais alcançar o vazio
E nas noites de chuva não sentir mais frio

Sei que não é perfeição
Descubro um pouco de ti todos os dias
E como eu buscavas alguém
Assim fomos atraídos um ao outro

Nosso amor reflete na íris
Nas conversas bobas e desprendidas
Quem ver pode até não entender
Mas no nosso abraço a gente entende.



(J.L.)



A gente observava a chuva lá fora
E ela nos envolvia em cumplicidade
Nossos olhares e nossos risos leves
Nossos abraços e nossos beijos
Nossa atenção impar de algumas horas

A perfeita conexão de almas livres
Dispostas e entregues
Não ao acaso, mas ao querer
Não ao pertencer, mas ao permitirem-se
Não a teorias, mas em viver

Quem entenderia, senão nós?
O imã que nos magnetiza
Os opostos que se atraem
As mãos que se entrelaçam
Os corações que pulsam forte

Não é que compreendemos
É, talvez, o que não definimos
O que não queremos cobrar
E não queremos deixar de sentir
E sentindo não nos impedimos.


( J.L.)




Ainda que não o consideremos nosso melhor amigo
Ainda que não o tornemos nosso confidente
Ainda que não agradeçamos pelo que faz por nós
Ainda que não escutemos sua voz chamar
Ainda que o esqueçamos nas melhores horas
Ele não nos abandona!
Está aqui, quando nosso coração quiser enxerga-lo
Está aqui, disposto a nos abraçar e nos dá consolo
E este aqui é perene, disposto, atento.
É Amor paciente, que não se compara a nenhum outro alguém.


(J.L.)





Sim, eu falo pelos cotovelos e consigo silenciar de forma mais abrupta que puder, gosto do movimento, do barulho, como cultivo intensamente a calmaria, vivo os dois lados da moeda, as controvérsias da vida, já vivi infernos e experimentei de paraísos, digo as palavras “sempre” e “ nunca” mesmo sem compreender suas profundidades, sou intensa e preciso desses advérbios mesmo sabendo da limitação que somos.

Mas uma coisa é certa, não quero que ninguém engula minhas ideias de goela abaixo, não sou dona da razão, nem detenho todo o conhecimento, tenho minhas opiniões que nem sempre são agradáveis aos ouvidos e tão certo é também que gosto de ouvir os outros e tentar compreende-los em suas palavras.

Sou do tipo que dificilmente vai expor algo se não for questionada, do tipo que não vou a algum lugar sem ser convidada, do tipo que se convidarem e não me derem abertura vou entrar muda e sair calada, também não ando por ai reclamando da vida, vendo dificuldade em tudo, sou do tipo que acorda pela manhã e diz: Bom dia Vida e obrigada Senhor por este dia!

A gente vai aprendendo tanta coisa nessa vida e vai mudando, se ajustando, às vezes acho que fiquei mais cabeça dura, outras que estou mais maleável, em outras já acho que não sei mais é de nada, mas confesso, tenho sede de aprender, me descubro sempre assim, uma pessoa curiosa, como se a vida fosse começar agora...

Já vive tantos altos e baixos e fui descobrindo nas ações tensas da vida a superação, um sorriso após a lágrima, o perdão após a decepção, sofrer sem deixar de amar e continuar... Viver acreditando, no bem, no bom, no melhor que ainda pode acontecer. Se eu fosse um pintor teria telas de todas as cores, teria telas com todas as estações da vida e nesse exato momento eu estaria pintando algo em tons brancos e azuis claros, cintilantes, estou em uma fase que me sinto bem, tranquila, leve, sim, nessa tela teria certamente um pássaro, livre, buscando sempre o horizonte...

(J.L.)





Aprendi a viver só, no meu mundo
Sem culpas, mergulhada em mim
Mas também sem egoísmos
Fazendo o melhor que posso

Deixando pequenos sorrisos
Alguns abraços a quem desejar
Conselhos a quem me escutar
Não mais que isso, porque sempre tive pouco

Aprendi a cantar para mim
Chorar para mim
Amar para mim
E perdoar-me por meus silêncios

Felicidade foi encontrar meu próprio equilíbrio
De não ter ninguém apenas eu mesma
Para sanar minhas decepções
E seguir em frente sem olhar atrás.

(J.L.)