Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!



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"E viva a poesia que me recria de tantas formas, 
que em tantos versos me define e me transforma."

( J.L.) 




Aprendiz da Vida

Queria poder dizer que estou numa idade onde aprendi a viver. Mas não cheguei ainda a esse ponto. Aprendi algumas coisas, sim, outras trazem uma luta enorme dentro de mim, e não sei quantas quedas e quantos levantares serão necessárias para que eu aprenda. Mas não desisto!
 
Parece que estou na idade da razão, mas percebo que não existe idade para isso. Nem sempre tenho razão. Nem sempre sei o que fazer. Sou e serei até o último minuto um aprendiz da vida.

Dizem que perdoar é esquecer e eu não sei ainda onde encontrar essa borracha que apaga vivências doloridas ou curativos que cubram feridas que nunca se fecham. No meu ver, perdoar é compreender, aceitar e seguir adiante. É poder olhar nos olhos daquela pessoa novamente, e se precisar dar a mão sem sentimento de sacrifício. Raras são as pessoas que alcançam o dom do perdão, mas não é impossível.

Quando pensamos que sabemos tudo porque vivemos um certo número de anos, temos que admitir que vivemos em outra época, com outros valores e que nossa certeza de antes nem sempre cabem nos dias de hoje. Nossos filhos nos lembram disso a cada instante, são eles nossos melhores mestres, ao contrário do que se pensa.

Em tudo que fizemos ou dizemos nosso exemplo vale mais do que todas as palavras. As crianças ouvem muito mais que parecemos que o que dizemos. É assim também com os que precisam do nosso apoio. Cada um de nós absorve acontecimentos de maneira diferente, acontecimentos comuns a todos, e somos incomparáveis.

Por que não vivi algo de um jeito não obrigo ninguém a viver da mesma forma. Aprender a respeitar a dor alheia, é respeitar a individualidade do ser humano. O medo do sofrimento do amor nos afasta das pessoas que mais nos amam.

Muito do que chamamos de imprevisto e coincidência, é a mão de Deus interferindo nas nossas vidas. Nas nossas vidas devemos pensar então duas vezes, antes de reagir mal a algo que contraria nossos planos. O passar do tempo nos traz a experiência, mas a sabedoria. Vem de maneira diferente. Ela chega com a vivência, entendimento, compreensão e aceitação das adversidades.

Meu maior medo é de acreditar sobre o que dizem a meu respeito, isso me destruiria. Devo sempre saber quem sou e nunca me esquecer daquele que me criou. Aprender a vida é reconhecer-se aluno eterno, com as somas, diminuições e ciências do dia –a –dia. É chegar ao fim do dia e fazer planos para o dia seguinte e se preciso for, recalcular, rever, repensar e recomeçar.


( Letícia Thompson )




"Enquanto uns param,
outros avançam."

( J.L.)

" Poucas pessoas são surpreendentes. A maioria está 
condicionada à comodidade de uma vida supérflua."

(J.L.)




De todos os dias que me torturam
Hoje me foi o pior
É como sentir a própria morte
Por longo momento
Acariciando a cova que me espera
E me veio o medo
O desespero
Ritmado pelo pensamento
Do que há de vir depois daqui
Muito além desta pobre vida
Perdida e sem sentido
Que jaz a muito tempo
Habitando um corpo inóspito
Que se vive e só vive
A espera da própria morte.

(J.L.)




"Por não haver volta,
resolvi aproveitar a ida."

(J.L.)



E vou nestas trilhas

A contar e a querer mais

Horas sem saber, horas tanto faz

Em pleno êxtase do demais

E se ao menos eu entendesse

E então perdesse o endereço

Dos caminhos perdidos aqui

Dos fatos, do passado que teima vir

Seria mais, um pouco mais de mim

Que briga, que chora ou que rir

Desta vida que grita enfim

Mais sopro nas narinas por vir

Que já não haja um olhar ou passo prepotente

E que este presente seja claro e coerente

Há uma imensa jornada à frente

Que me espera e que espera a gente...


(J.L.)



"Poesia que me resgata
Poesia que me transforma
E faz da minha vida
A rima, o verso e a prosa."

(J.L.)




Nquela grande curva da existência

Segue uma longa estrada

Sou aquela busca incansável e sem medida

Da vida que quero

Quando olho para trás

Vejo todo o caminho percorrido

E o cansaço parece dominar

Porque foi difícil tal jornada

Não se sabe o que tem adiante

Fica o receio do próximo passo

Da próxima virada

O medo e receio do por vir


Afinal que sentido se pode dar?

Diante do mistério que se revela por segundos

Que caminho trilhar?

Diante dos rumos apresentados

Viver às vezes confunde

A vida tem lá seus precipícios

Que hora ou outra é preciso arriscar

Que é preciso acreditar e avançar

Não tem como se antecipar

Há acasos, escolhas e decisões

A mistura de altos e baixos

De alegrias, tristezas e aprendizagem

Lá estou eu, na curva da minha vida

Querendo não mais olhar atrás

Esquecer o que ficou...

Vou seguir sim adiante,

Mas bem lá vai ficar

Uma parte de mim...

Se não fossem as curvas

Não saberia que às vezes é preciso parar

E que também é necessário arriscar

Deixando em cada curva o que é preciso deixar.


(J.L.)





Vou escrevendo a vida

Rimando os traços passados

Vou deixando as marcas

E fazendo versos a cada passo

Deixando recordação

Imaginando mais sonhos

Sufocando algum amor

Compondo também a dor

Vou e fico em linhas

Carregadas de tantos sentimentos

Umas expostas a muitos

Outras recolhidas ao intimo

Às vezes me toma tamanha ausência

Consumindo algum talento

Que fere e é tormento

Que não escrevo e é silêncio.


(J.L.)




Por pior que seja um homem ninguém tem o direito de tirar-lhe a vida.

Eu sei e penso muito, muitas vezes, que, o mal que fazem devem pagar, mas daí a tirar a vida do outro eu não concordo.

Já fui vitima, já deixei a ira me aplacar, já desejei que morressem, já quis a justiça com as próprias mãos praticar. Quando sentimos dor, quando nos tiram o que amamos, que sentimentos poderíamos ter? Se não estes? Mas ainda bem que logo recriminei estas minhas atitudes e pensamentos.

Não há nada melhor que a justiça de Deus que no seu tempo Ele fará, nós que ousamos em nos sentirmos melhores que outros, mais merecedores, mas não somos mais que nenhum outro.

Tiraram uma vida ! Mais um jovem se foi... Pode até haver motivos, mas onde está a razão disto? A ira humana nos aparta da realidade de filhos de Deus. Esquecemo-nos do que somos para sermos o que não somos, para agirmos diferentemente , fora dos desígnios para o qual fomos criados.

Um jovem se foi! E quem sou eu para julgar seus erros? Eu sei que hoje sofre aquela família pelo fim, talvez premeditado e nisto não há glória. Tirar a vida de um semelhante é desassemelhar-se.

Desejo profundamente, que não nos envolvamos cada vez mais neste egoísmo que nos impede de olhar o próximo. Que finde em nós as razões e justificativas para que a caridade seja esquecida.

(J.L.)



Se você pensa que sabe; que a vida lhe mostre o quanto não sabe. Se você é muito simpático mas leva meia hora para concluir seu pensamento; que a vida lhe ensine que explica melhor o seu problema, aquele que começa pelo fim. Se você faz exames demais; que a vida lhe ensine que doença é como esposa ciumenta: se procurar demais, acaba achando.

Se você pensa que os outros é que sempre são isso ou aquilo; que a vida lhe ensine a olhar mais para você mesmo. Se você pensa que viver é horizontal, unitário, definido, monobloco; que a vida lhe ensine a aceitar o conflito como condição lúdica da existência. Tanto mais lúdica quanto mais complexa. Tanto mais complexa quanto mais consciente.Tanto mais consciente quanto mais difícil. Tanto mais difícil quanto mais grandiosa.

Se você pensa que disponibilidade com paz não é felicidade; que a vida lhe ensine a aproveitar os raros momentos em que ela (a paz) surge.

Que a vida ensine a cada menino a seguir o cristal que leva dentro, sua bússola existencial não revelada, sua percepção não verbalizável das coisas, sua capacidade de prosseguir com o que lhe é peculiar e próprio, por mais que pareçam úteis e eficazes as coisas que a ele, no fundo, não soam como tais, embora façam aparente sentido e se apresentem tão sedutoras quanto enganosas.

Que a vida nos ensine, a todos, a nunca dizer as verdades na hora da raiva. Que desta aproveitemos apenas a forma direta e lúcida pela qual as verdades se nos revelam por seu intermédio; mas para dizê-las depois.

Que a vida ensine que tão ou mais difícil do que ter razão, é saber tê-la. Que aquele garoto que não come, coma. Que aquele que mata, não mate.

Que aquela timidez do pobre passe. Que a moça esforçada se forme. Que o jovem jovie. Que o velho velhe.

Que a moça moce. Que a luz luza. Que a paz paze. Que o som soe.

Que a mãe manhe. Que o pai paie. Que o sol sole. Que o filho filhe.

Que a árvore arvore. Que o ninho aninhe. Que o mar mare. Que a cor core.

Que o abraço abrace. Que o perdão perdoe. Que tudo vire verbo e verbe. Verde. Como a esperança. Pois, do jeito que o mundo vai, dá vontade de apagar e começar tudo de novo.

A vida é substantiva, nós é que somos adjetivos.



(Arthur da Távola)




São os versos um alivio

Quando a alma grita

Quando a tristeza invade

Sem saber começo a escrever

Sem me importar com formas

Quero mesmo é espairecer

Nas linhas há liberdade

Sinto-a deslizando nos dedos

Nas rimas

Não me importo com nada

Nem com quem possa ler

Dificilmente alguém vai entender

Versar me esvazia

E me domina

Minha poesia, vida minha.


(J.L.)



O tempo não está ao nosso favor

O tempo vai...

Independente de mim e de você

Tudo girando, o Mundo acontecendo

E a gente adiando o amor, a paz, a verdade...

Quando pensares em fazer algo bom

Não percas este tempo

Deixar para amanhã as alegrias de hoje

É adiar a felicidade de agora que pode se multiplicar

Do amanhã nada sabemos

E o que levaremos, se levaremos

É o que hoje fizemos e vivemos

Faça um favor ao tempo

De não deixar a vida ficar sem tempo.


(J.L.)



E essa vida que tento decifrar

Por entre sonhos e obstáculos

Por entre noites e dias a clarear

Vida que tento amar

Que por vezes me faz chorar

E simplesmente me deixa solta

Vai e vem o que me vem

E seu mistério é seguir

O que se tem, o que se espera

Do muito que tento aprender

Feliz ou não por ela tenho de passar

Por ela tudo vai passando

E eu pensando em ter

Esta vida que tento viver.


(J.L.)




Estou certa de que quero subir a colina

Independe do que possa encontrar

Sol e chuva posso enfrentar

Em busca do sol que mais perto está

Se há uma incerteza eu não quero lembrar

Nem alimentá-la

Eu quero é prosseguir

Firme nos sonhos que estou a perseguir

Do alto eu posso ver

Todos os vales que ainda irei passar

Esta colina me faz pensar

Das forças que ainda vou precisar

Vou me lançar neste abismo

Vou respirar este ar

Não, não é abismo a vida

É tudo que eu posso conquistar.


(J.L.)




Passo os dias nesta luta insana

De viver sem contar a idade

Sou homem selvagem em adaptação

Habitando esta era da sociedade

Meus olhos vêem os escombros

Meus pés vacilam e as vezes afundam

Grito e gemo de dor

E por vezes não tenho nenhum favor

Vida tirana esta minha

Com ares fortes e revoltos

Mãos calejadas da lida

Eu vejo o novo adiante

O horizonte que desponta

E meu instinto em sol radiante.


(J.L.)