Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!



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De onde vem essas doces e coloridas lembranças

que fazem-me poetizar a vida e pintar um arco-íris

só para encontrar o pote cheio de tesouros?

(J.L.)





Tem dias que estou assim

Tão retraída em mim

Tão imersa na solidão

Tão envolvida em meus pensamentos


Vou-me para longe

Onde ninguém consegue alcançar-me

Meu vôo é alto

Minha viagem é longa


Meus desejos às vezes me fecham

Me tomam de mim

E prendem-me sem fim


E tenho que continuar

A caminhar, cair e levantar

E viver e mais uma vez sonhar.


(J.L.)






Acabou aquela vida
E nem saudade consegue expressar
Seu riso não e mais o mesmo
Sua face não consegue disfarçar
Olhar para ti agora é nada ver
Sem alegria é o teu falar
Aquela espontaneidade foi retraída
Esqueceu o seu sonhar
Acabou aquela vida
Quando na vida deixou de acreditar
Muitos passam por isso
Mas cansada ela diz que está
Não tenho conselhos prontos
Que faça isso se modificar
Eu sei que Deus é bom
E vida nova tem para dar
Acredite apenas nisso amiga
E creio que irá transformar
Não deixe perecer teus princípios
Nem tua beleza se transfigurar
Há momentos complicados
Que é difícil perseverar
Sei que às vezes caímos
Mas é preciso levantar
Quero ver-te sorrindo
Escutar tua voz cantar
Teus valores são únicos
Há quem saiba apreciar
Volte a viver como outrora
A vida tem coisas boas para te dar.


A vida trouxe um presente

Agora estou consciente

Sai solidão, não quero ser carente


Você me fez despertar

Deixei de tanto chorar

A vida agora sei apreciar


Te olhar, tocar, beijar

Conversar, entender, explicar

Nas nuances do amar e ser amada

Por toda vida, por você amor


Felicidade é a vida, eu e você

E ao mundo convencer

Que é importante o amor viver.


(J.L.)



" Tu que permaneces escondida
Em algum lugar do meu ser
Um dia te sorrirei com a vida
Alegria, alegria. Alegria!? "

(J.L.)






Quem nunca quis morrer
Não sabe o que é viver
Não sabe que viver é abrir uma janela
E pássaros pássaros sairão por ela
E hipocampos fosforescentes
Medusas translúcidas
Radiadas
Estrelas-do-mar... Ah,
Viver é sair de repente
Do fundo do mar
E voar...
e voar...
cada vez para mais alto
Como depois de se morrer!

(Mário Quintana)




Composição : Toquinho / Vinicius de Moraes


Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída.
Como é, por exemplo, que dá pra entender:
A gente mal nasce, começa a morrer.
Depois da chegada vem sempre a partida,
Porque não há nada sem separação.
Sei lá, sei lá, a vida é uma grande ilusão.
Sei lá, sei lá, só sei que ela está com a razão.
A gente nem sabe que males se apronta.
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe,
E o sol que desponta tem que anoitecer.
De nada adianta ficar-se de fora.
A hora do sim é o descuido do não.
Sei lá, sei lá, só sei que é preciso paixão.
Sei lá, sei lá, a vida tem sempre razão.


" Os amigos quando amigos são como melodias afinadíssimas e de perfeita harmonia que encantam o ouvinte, não por entender de música mas por respirar a canção e sentir nela a vida."


(J.L.)



E tudo se vai

E muito fica no passado

As vezes tenho saudades de mim

As vezes não tenho saudade de nada

Fico a mercê da escolha

Quero ir mais além

Onde não me prendo a ninguém

Onde detenho certo porém

Vou-me

Por vezes cansada e fadigada

As vezes forte como a correnteza

As vezes choro de tanta fragilidade

Não devo parar

E é difícil andar

Onde os pés desejam descansar

Onde a esperança esquece de florar

A vida passando

E eu saindo de mim

As vezes fugindo

Onde não devo encontrar-me.

(J.L.)



Vou escrevendo

Definhando os dias

Compondo os versos e reversos

Do remoto e da aurora

Do que foi e que talvez será

Vou tecendo o véu

Suave dos dias corridos

De cores fortes ou fracas

Depende do estado vivido

Mas que cai delicadamente

Correndo a história

Do leque aberto da vida

Para tão logo do nada

De súbito fechar-se

Por fim do fim em morte

Ou por fim do fim em vida.

( J. L. )




Quando deixarmos de nos ocultar
E contra nós mesmos lutar
Teremos a chance de vivenciar
O que teimamos em ignorar
O verdadeiro sentido da vida
Que é simplesmente Amar.

(J.L.)


Eu fico
Com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...

Viver!
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz...

Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita...

E a vida!
E a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida
De um coração
Ela é uma doce ilusão
Hê! Hô!...

E a vida
Ela é maravilha
Ou é sofrimento?
Ela é alegria
Ou lamento?
O que é? O que é?
Meu irmão...

Há quem fale
Que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo...

Há quem fale
Que é um divino
Mistério profundo
É o sopro do criador
Numa atitude repleta de amor...

Você diz que é luxo e prazer
Ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é
E o verbo é sofrer...

Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser...

Sempre desejada
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte...

E a pergunta roda
E a cabeça agita
Eu fico com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...


Acróstico feito pela Poetisa e Amiga Vania Xavier.
Detalhe, acabou de fazer online rsrs
Obrigada!





Já era tempo de mudanças
E o mundo sofria sem
A tua nobre presença, porem de
Nada vale temer por temer no
Imenso mundo humano e terreno.
A tua presença Senhor nos alimenta na
Luta por novos tempos
Imagino Deus, como será a
Magestosa e limpida visão da
Aurora de nossa vida contigo...

(Vania Xavier)


As vezes não sei o que quero

Mas preciso determinar

E para isso preciso saber o que não quero

E todos sempre sabem o que não querem

Até os menos preocupados com a vida

Até mesmo eles sabem o que não querem


Eu não quero uma vida de erros

Nem de mentiras

Eu não quero amizades momentâneas

Nem um amor passageiro

Eu não quero a estúpida cegueira criada

Nem que a esperança seja esquecida

Eu não quero todo o conhecimento

Para que isso não me torne prepotente

Eu não quero todas as certezas, também prefiro as dúvidas

Elas me ajudarão em novas descobertas

Eu não quero a fraqueza

Porque não quero uma vida de derrotas

Mas também não quero só ganhar

Porque as perdas nos ensinam a ser mais fortes

Eu não quero reconhecimentos nem grande méritos

O que não quero é que me falte força para trabalhar

Não quero grandes riquezas

Mas o suficiente para não me esquecer dos irmãos

Eu não quero mordomias

Prefiro as lutas, as batalhas da vida

De nada me valerá se eu só pensar em regalias

Eu não quero chegar ao fim de forma infeliz

Se só se leva da vida a vida que se leva

Quero levar o que fui capaz de construir:

VIDA!

(J.L.)




O pintor tinha muitas telas

E foi assim que ele me chamou para pintar em sua vida, a arte

Para traçar os detalhes do íntimo

As cores dos sonhos

Aos seus olhos eu bem pintava

Meu riso era o melhor quando a cor tocava a tela

As telas que me deste eram cinzas

E eu aplicava-lhes minhas melhores cores

Meu desejo era tão intenso

Fazer daquelas telas as mais lindas

Porque meu coração nunca se enchera tanto de alegria

E alegria faz diversas artes, pinta diversos quadros

E quando eu pintava um, achava-o sublime

Era sempre diferente mas não condizia aos teus olhos

As cores ali não te encantavam

E dava-me mais telas cinzas

Eu pintava, pintava

Você trocava, trocava

Tela e mais tela, cinzas...

E eu as colorias, todas

Então, já não aguentou mais minhas telas coloridas

Despediu-me e fui-me embora triste

E ficaste com tuas telas cinzas que jamais tu mesmo soubeste pintá-las

E eu deixei de pintar porque a alegria deixei de sentir.


(J.L.)




Passou-se para mim um dia difícil, daqueles que a gente quer que termine logo mesmo sabendo que o amanhã não será diferente.

Daqueles dias em que você acorda por acordar, que você faz de tudo para modificar, mas o nada insiste em ficar. Estava eu ali a esperar este tempo passar, sem inspiração nem para escrever.

E veio aquele amigo, daqueles que só Deus pode colocar, a me questionar, a fazer-me chorar, a mostrar-me algumas verdades a qual tenho relutado, ou talvez tenha me esquivado.

Pude sentir assim o quão é precioso este dom, ele dizia: ser teu amigo não é vontade tua. Embora eu não quisesse nenhum amigo no momento, apenas queria que o dia terminasse logo. E assim começamos aquele diálogo, de pessoas sonhadoras, que anseiam por ver este mundo melhor, de jovens cristãos sedentos da verdade e da libertação, de filhos de Deus que aspiram pelo reino dos céus, de amigos que se encontram por benção maior do Pai para assim, juntos, crescerem na fé buscando entendimento na palavra que é luz para o caminho.

Ele me falava de quem eu fui, da confiança que tinha em mim, de entender o meu lado, mas sobretudo de querer-me corajosa, viva, revolucionária. Contava-me suas decepções e também suas revoltas e pacientemente falava-me dos ensinamentos de Cristo. Eu ouvinte atenta, sabia de tudo e a questão não era bem essa, e ele sabia disso, por isso falamos da humanidade, da nossa humanidade e limitações. Sabia que tinha chegado na minha, que era meu auge. Não lhe falei claramente de minha dor, mas ele a compreendia, e é nesta compreensão que questionava meu ser .

E assim o dia se finda, com a chegada e partida de um amigo que sabe ser amigo, sabe chegar e falar, sabe partir deixando o que ele tem de melhor. É assim meu amigo, as pessoas deveriam ir sempre deixando o seu melhor, se não são capazes de fazerem isso, não deveriam nunca chegar a vida de alguém.
Mesmo quando você parte você fica pelo bem que faz e eu não entendo porque outros partem deixando o mal e feridas difíceis de curar, mas você me fez lembrar desta canção que tanto entoei e que me dói cantar, mas é bem verdade que as pessoas ficam pelo mal ou pelo bem. E como ainda diz a letra da canção: “Não morrerá quem soube amar e que seja sempre assim, que eu deixe só o bem que existe em mim.”

Tu me ínsitas ao bem, unicamente ao bem, é de amizades assim que o mundo tem carência, de quem te mostra o infinito neste espaço limitado chamado Vida.


(J.L.)



Não, não sinta falta do meu riso
Nem de minhas palavras
Não sinta falta de mim
Porque não sinto falta de nada

Nem do que fui
Nem do que sou
Porque já não sou
O que fui

Não sinta falta amigo
Dizem que tudo passa
E se passar talvez eu retorne
Para o jeito que tu sentes falta

E se não passar não lamente
A vida as vezes é assim
Passa e a gente nem sente
E eu também passarei.

(J.L.)


Sentada vejo passar

Passam as crianças

Passam os adultos

Passam as coisas

Vejo passar um sorriso forçado

Uma dor sufocada

Um choro reprimido

Uma esperança perdida

Passam rápido

Passam devagar

Eu mera espectadora da vida

Ah vida!

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(J. L.)