Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!



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Sou um veleiro sem destino
Disposto somente a navegar
Por vezes pensei não ter caminho
Nem me lançar no infinito mar

Andei errante querendo me encontrar
Despontei em alguns portos
Meu destino não estava lá
E assim voltava a singrar

No coração levava a esperança
Da busca inquietante
Travando muitas lutas
Sendo tantas vezes revoltante

E no Mar era meu melhor
Eras minha paixão, meu amor maior
Mas não queria te pertencer
Eu não sei me prender

Por isso nos amamos livre, Mar
Tu és como és e eu sou como sou
Se infinito és, eu não poderia ser limitado
E assim te alcanço, Mar, Meu Amado!

(J.L.)




Sim, eu falo pelos cotovelos e consigo silenciar de forma mais abrupta que puder, gosto do movimento, do barulho, como cultivo intensamente a calmaria, vivo os dois lados da moeda, as controvérsias da vida, já vivi infernos e experimentei de paraísos, digo as palavras “sempre” e “ nunca” mesmo sem compreender suas profundidades, sou intensa e preciso desses advérbios mesmo sabendo da limitação que somos.

Mas uma coisa é certa, não quero que ninguém engula minhas ideias de goela abaixo, não sou dona da razão, nem detenho todo o conhecimento, tenho minhas opiniões que nem sempre são agradáveis aos ouvidos e tão certo é também que gosto de ouvir os outros e tentar compreende-los em suas palavras.

Sou do tipo que dificilmente vai expor algo se não for questionada, do tipo que não vou a algum lugar sem ser convidada, do tipo que se convidarem e não me derem abertura vou entrar muda e sair calada, também não ando por ai reclamando da vida, vendo dificuldade em tudo, sou do tipo que acorda pela manhã e diz: Bom dia Vida e obrigada Senhor por este dia!

A gente vai aprendendo tanta coisa nessa vida e vai mudando, se ajustando, às vezes acho que fiquei mais cabeça dura, outras que estou mais maleável, em outras já acho que não sei mais é de nada, mas confesso, tenho sede de aprender, me descubro sempre assim, uma pessoa curiosa, como se a vida fosse começar agora...

Já vive tantos altos e baixos e fui descobrindo nas ações tensas da vida a superação, um sorriso após a lágrima, o perdão após a decepção, sofrer sem deixar de amar e continuar... Viver acreditando, no bem, no bom, no melhor que ainda pode acontecer. Se eu fosse um pintor teria telas de todas as cores, teria telas com todas as estações da vida e nesse exato momento eu estaria pintando algo em tons brancos e azuis claros, cintilantes, estou em uma fase que me sinto bem, tranquila, leve, sim, nessa tela teria certamente um pássaro, livre, buscando sempre o horizonte...

(J.L.)




Sentia o mundo no abraço
Por isso não economizava afetos
Não andava com medidor de sentimentos
Apenas acolhia o pouco ou o muito
E doava-se o tanto quanto podia

Insistia em amar
Hora em silencio
Hora tão declaradamente
E ia sorrindo mesmo sem correspondência
Não aprendeu a parar esperando trocos
Seu coração exigia caminhada

E descobria na vida as pessoas
Seus sentimentos livres ou presos
Suas escolhas certas ou erradas
Suas culpas internas e sonhos
Coisas que ela também viveu
E deixava ali seus conselhos a quem pedisse

Aprendeu e vive em busca de mais
Com pouco não se satisfaz
Chora suas dores e rir suas alegrias
Com toda profundidade do momento
E vive indiscutivelmente atenta
Com seus olhos e coração abertos

(J.L.)




Ninguém se prepara para a morte e ela não manda recado, surpreendente ela chega e leva consigo quem menos esperamos.E quem fica, se aplaca em choros, perguntas, inconformidades, enfim, são poucos os que logo se conformam por acreditarem que além, bem além tem algo melhor.

Tragédia, não pelo fato, mas pela forma, todos haveremos de morrer mas a forma traz grandes inconsolações, porém tragédia maior penso eu, é quando não soubemos ser melhores para quem a pouco tempo partiu ou para quem vai ficar.


Se você soubesse que alguém Amado partiria em 24h o que você faria? Perderia tempo brigando? Duvidando? Reclamando? Xingando? De cara feia? Ficaria sem falar?

E se você soubesse que morreria em 24h o que faria para aqueles que iria deixar aqui? Como se comportaria? Continuaria a pensar somente em si? Iria querer morrer com raiva ou buscaria o perdão de quem você ofendeu?

Não sabemos o dia e nem a hora e quantos de nós perdemos a oportunidade de abraçar, de se reconciliar, de viver melhor com pessoas que gostamos por orgulho e se vão ou ficam por aqui com a consciência que maltrata diante da brevidade da vida.

É por isso que gosto da frase: "não permita que as pessoas saiam da sua frente sem se sentirem melhores e mais felizes". E é por isso essa minha reflexão, quem leva e traz sorrisos sabe que pode partir a qualquer hora e será lembrado por isso e até os choros do momento se misturarão a risos por lembrança tão boas. Devemos viver assim, como se todos os dias fosse o dia, uma oportunidade que temos de ser e fazer os outros felizes.

Não vou entrar nem no contexto espiritual, porque quem ja vive assim creio que tem plena certeza do que há lá, depois que aqui jaz e só quem não se importa com isso é que vive como se não dependesse do tempo e o tempo mostra que pode devorar tudo em menos de segundos.

(J.L.)




Tudo o que se foi, foi-se com maestria
E eu continuo arriscando na linha da vida
Sem medo de ser feliz
Sem medo de minhas escolhas
Sem medo de cair, de apostar

Tudo o que fica, fica sublimemente
Dando espaço a mais risos
Fazendo dos contextos os melhores
Extraindo de mim mais vida
Confiança, segurança, temperança

Vou assim fazendo minha canção
Sem lamentações
É um porre uma vida vidinha, sem emoção
Quem vive sou eu e quem manda é meu coração
Eu sei o que me faz bem e sei o que não.

(J.L.)


Quem nunca sentiu aquela vontade de sumir, de ir para longe, esquecer tudo e todos? Quem nunca se sentiu incompreendido, perdido, sem rumo? Sem saber o que fazer, para onde ir, com quem falar?...

Quase sempre passamos por situações assim e poucas vezes temos alguém para dividirmos tal fardo e nossas emoções nos batem feio, perdemos para nós mesmos. Problemas que teimamos em não achar soluções, porque ficamos cegos , negativos, cativos da desesperança.

Já senti isso, já chorei muitas vezes, sozinha, passei por momentos tremendos, que hoje olho com a sensação de superação, não porque fui forte, talvez mais porque fui teimosa, porque eu não me contento em me perder de mim, não é perder para outros, porque isso é fato, perderemos muitas vezes, mas não me contento em ficar perdida nas minhas perdas.

Já perdi a esperança tantas vezes e cada vez que ela voltava aí sim me tornava mais forte, porque nunca deixei de dá meus risos aos outros, mesmo quando o coração doía e em minha solidão derramava as lágrimas que só Deus via.

Não tem receita, mas sei que tem que ter força de vontade para erguer a cabeça e seguir. Não somos imunes a dor, nem às quedas, passamos e haveremos de passar, e às vezes penso que viver é como a passagem do Mar Vermelho, você precisa atravessar e atrás de você tem meio mundo de coisas querendo te destruir, porém com fé e a certeza de onde queremos chegar haveremos com a graça de Deus de chegar, à nossa tão sonhada terra onde corre leite e mel, a nossa Terra prometida, o nosso lugar ao sol.

(J.L.)


Sempre que me ponho a caminho eu tenho um destino. Não me diga o que fazer com meu cabelo, que roupa devo vestir ou como tenho que me portar, serei sempre eu nas melhores ou piores situações.
Não confunda meus risos e minha acessibilidade, intimidade tem quem segue comigo a longa estrada e meus maiores tesouros divido com aqueles que são desprendidos e desapegados das formas de conveniências.
Meu estilo depende de mim, não costumo me impregnar de maquiagem, eu gosto do simples, do natural, da elegância própria.  Permita apresentar-me assim, sou sonhadora, persistente, teimosa, alegre e tenho buscado a paz, descanso todos dias com a tranquilidade de que respeito minhas limitações.


Tenho coração aberto mas sei bem o que quero, não tenho medo de perder o que não contribui para meu desenvolvimento como pessoa. Quem quiser somar é sempre bem-vindo e vamos nos adicionando, nos permitindo que aprendamos, superando nossos próprios erros, priorizando a verdade.
Quem quiser ser meu amigo, diga-me onde posso melhorar e farei o mesmo, mas não queira me pintar conforme suas cores. Cada um tem sua tela e as cores com as quais vai pintar sua vida, porém, se entras pela porta do meu coração, prepare-se, você fará parte de uma bela obra de arte.

(J.L)


Sim, a vida é como um passar de ondas, hora revoltas, hora calmaria, mas é preciso saber como lidar.
Há muitos enganos, ilusões, beleza e verdade, mas é preciso saber enxergar. 
Há medos, superações, determinação e coragem, mas não pense que é soberano. 
Toda vida acaba e nem o mais esperto foge disso. Mar não tem fim, a vida sim, mas eu gosto de falar do depois, quando não houver mais pulsar, acredito que existe um lugar onde a vida que levou, o bem que se fez, as verdades que proferiu valerão a pena, porque importa quem de fato foi, e este lugar só pertencerá aos que nos vais e vens da vida soube navegar.


(J.L.)


Vida que corre, coração que pulsa, dias que passam e nos mostram quão ainda desconhecemos o tempo, que se viva mil anos e não se saberá do dia seguinte e para os que amam a vida, há que se espere o amanhã para vivê-lo, e vivemos, quando ele se torna hoje, quando pareceu tão longe mas tornou-se presente e tão logo vira passado, deixando lembranças que muitas vezes são como raízes alimentando toda uma história.

Há que se esperar que nos venha em bonança, que nos traga alegrias e há que se deparar com muitos dos opostos de nossas esperanças, quando sentimos as lágrimas rolarem no rosto, quando aperta o peito aquela dor que nem sabemos como começou, ou quando a saudade tocou profundo e as ausências nos entalou a garganta, quando  é preciso forjar um riso ou a inquietação foi contida porque a expressão causaria polemicas e já nem adiantava muita coisa, quando, às vezes, nada pareceu ter sentido e em outras com tão mínimo se fez grandioso.

Tempo, tempo, tempo! Que corre, nos envelhece, nos dota de experiências mas também nos interroga:  “ Que sabes tu?” Que vem , que vai, marca, passa... não fica.

O hoje é aquela pequena parcela de horas, um ciclo de luz, onde o sol clareia e esquenta a vida dando lugar à noite, pacientemente, noite e dia, dia e noite, e que vivemos, e por benção maior temos um que nos representa, por inteiro, que passou, mas sempre é recordado para a contagem de nossos anos que Deus nos permite desfrutar até voltarmos para Ele.

Eu sei que quando se comemora a vida, ninguém deseja falar de morte, mas há que se acostumar, não sabemos do amanhã, não sabemos nem se quer daqui a meia hora, vivemos o agora em planos futuros, minuto a minuto, numa rotação mutável de atos e até pensamentos, já não se é quem se foi, nem se será quem se é. E quando se for, quem se será? Há que se pensar!

E se Deus vai permitindo, eu vou caminhando e agradecendo, tenho uma porção de histórias para contar e uma disposição tremenda para querer conhecer o que a vida tem para mostrar. Todos os dias me visto em espera, há de se ter braços abertos, a vida tem lá seus padecimentos e cada momento deve ser sentido, mas viver meus amigos, viver mesmo só você pode dar esse sentido.

Há quem viva como quem quer morrer e morre sem vida e há quem viva como quem quer viver e morre para viver eternamente.


(J.L.)






Mas e daí, se de repente, algo perdeu o brilho, se o dia escureceu, se o céu ficou cinza, se o coração doeu?!

A vida é isto meu amigo, nem tudo é colorido, aprende com o que se apresenta. Uma hora é choro, outra lamento, uma hora é riso, outra desprendimento, uma hora é perda, outra é ganho, uma hora ilusão, outra realidade, uma hora sonho, outra saudade... 
A vida é luta tentando o equilíbrio na linha da felicidade, é o desafio da marcha, do som que pulsa dentro de ti e faz :tum tum, tum tum...

(J.L.)



“É apenas um dia que passa
Realidade seja dita
Olhemos e vejamos
Que nossos olhos se abram...”

A vida segue e é assim, um dia após o outro e a esperança precisa ressurgir a cada manhã. A cada nascer do sol. O ano está finalizando, uma sequência apenas de um calendário criado pelo homem para se situar e não muito diferente de muitos, eu sigo alguns parâmetros determinados por mim como precisos, como limpar o armário retirando coisas antigas para dar lugar ao novo... e eu olho pra vida, da mesma forma como olho para meu armário, tiro muitas sujeiras, esvazio-me de coisas imprestáveis...


Este ano eu lutei sozinha muitas vezes, passei por momentos tremendos onde minha fé e confiança foram provados... chorei sozinha... guardei angustias... senti medo... mantive segredos... escondi tormentos... rezei e clamei tanto, tanto a Deus por alívios e paz ao meu coração... e sorri.... Acima de tudo eu tentei sorrir...
Poucos sabem os fardos que carreguei! E Deus sabe que os suportei, com algumas reclamações próprias de minhas limitações. Recordo-me aqui de quando partilhava com uma amiga sobre tais fatos no qual ela me disse: - E onde eu estava quando você passou por tudo isso? E eu conscientemente respondi que precisava passar... por alguma motivo... que eu desconheço... mas que um dia sei que entenderei.


Aprendi assim a vencer muitos medos a não deixar passar para outros minhas tristezas. E eu me revoltei! Sim... e eu briguei por tantas coisas erradas, eu fiz errado, eu tentei fazer o certo... Eu falei demais, explodi, amenizei, tranquei-me, equilibrei-me, reconheci meus erros, pedi perdão... e lá estava fazendo de novo, por ter tanto apreço por coisas que admiro. Paguei alguns preços...


E eu segui... eu sei, eu sou teimosa... eu tenho um impulso voraz... às vezes esqueço de mim pra seguir meus impulsos, minhas emoções se expandem espontaneamente e quase ninguém está preparado pra isso. Eu fui mal interpretada...eu me esforcei para me justificar... eu explico se me permitirem, mas se me querem por errada eu não tenho muito o que questionar o que já está em mente concluído.


Eu conheci pessoas boas, que me apontaram verdades e meus erros... eu sou grata... porque me corrigiram, me pediram pra pensar um pouco mais... e eu pensei e tratei em mudar... e eu ouvi elogios por meu jeito sincero e natural e quem me pediu pra conservar tais virtudes.


Eu vivi muito intensamente, porque cada momento sejam bons ou dolorosos me ensinaram a olhar sempre por um novo ângulo e minhas esperanças não mirraram... eu ainda acredito mesmo as vezes duvidando.
Eu não sei o que me reserva o amanhã neste novo ano que se iniciará... mas eu agradeço por tudo o que vivi, pela graça que Deus me concedeu de chegar aqui e agora. E só peço Sabedoria Senhor, para que eu saiba trilhar os caminhos que virão e discernir como limpar o meu armário.


(J.L.)


A vida dá
Depois te toma
Te devolve
Depois retoma
Tudo se embaralha
Depois se ajeita
Hora se perde
Depois ganha
Aprende pois que isso é viver
Que não existe fórmula pronta
Agora é assim
Mas o depois...
O depois contigo conta.


(J.L.)


Eu poderia ter parado
Poderia ter desistido e desisti de algumas coisas
Mas não esqueci da simplicidade que necessito
E busquei-a em meu intimo
Eu revirei os pensamentos
Confrontei paradigmas
Rebusquei sentimentos
E sobrevivi aos confrontos internos
Voltei a olhar a vida, tão minha
Procurando os aromes suaves
Descobrindo novas belezas
E segui colhendo as flores diárias
Os risos discretos
E voltei sim a minha paz.

(J.L.)





Eu não sei o que esta vida ainda me reserva
O que sei é que Deus tem sido generoso comigo
Não sei se mereço, talvez eu nem mereça
Poderia fazer mais e não faço
Mas Deus tem falado ao meu coração
E tem me confortado nos momentos difíceis
 
E penso que estou no caminho certo
Mesmo com meus erros e minhas interrogações
Tenho tentado caminhar
Tenho tentado prosseguir
Já chorei por demais e foram tantas as decepções
Mas quem não as tem?

E quando me deparo pensando nesta vida
Acabo derramando mais lágrimas
E a fortaleza que tento ser desmorona
Diante de Deus, meu amigo
A quem posso confidenciar-me
E falar abertamente

Porque meu coração fica tão perdido
Confuso e inquieto
E busco em Deus refugio
Só Ele me conhece mais que eu mesma
Daí vem a bonança a esperança
Pois Ele acalma as tempestades que há em mim.

( J.L.)





Às vezes chega a doer
Poetizar esta vida
Vida minha
Escrever

E contar os sonhos
E rimar as dores
Sem deixar a esperança
Mesmo diante do cansaço

Perder amigos
Esperando um dia reencontrá-los
Sentir a saudade apertar o peito
Por ausências tão, tão distantes

E ver tanta injustiça
Injustificada
E tentar desejar o bem
A quem me fez chorar

Falar deste coração
Magoado, arisco, temeroso
Da vida que aqui se acumulou
Experiências de tantos dias

E às vezes nem saber o porquê
De estar aqui
De não me sentir daqui
E querer sair de mim.

(J.L.)




O amor é a força que impulsiona e faz crescer. 
Ele é vida! É tudo!
Sem ele não se vive plenamente
Ame!



O que fazer quando tudo parece tão longe
E a fadiga já não quer te deixar ir adiante?
Quando os passos já querem morrer
Aqui e agora, neste chão?

Quando os olhos já não enxergam o horizonte
E o sol já não tem o mesmo brilho
E o suor se apodera do corpo
E a dor da caminhada machuca demais? 

Quando a estrada não tem mais atrativo
E não há flores, só pedras e tropeços
E calos que viram feridas por uma insistência
Talvez vã insistência

Viver e viver e para quê?
Se não há o que se esperar?
Se não há a quem amar?
Se não há onde se quer chegar?

É uma linha que emaranhou
E os nós de tão nós não se desfaz
É vida que um dia foi bonita
E que agora não é mais

É caminho que foi perdido
É sonho que foi esquecido
E se houver esperança deve ser para além
Onde a morte é consolo e descanso.

(J.L.)