Para chorar a dores deste dia."
(J.L.)
E quando me perguntarem eu direi: Pude não ter sido feliz, mas tentei...
É grande o peso da lágrima
Que escorre dentro da alma
Eu não entendo muita coisa
E sabe, bem que eu queria
Saber por que esta dor me consome
Por que meus dias são tristonhos
E minha vida é um acordar sem razão
Um anoitecer de solidão
Tudo se foi com o que acreditei um dia
Amar quem prometeu-me felicidade
E sem alarde deixar-me ao leu
Com uma ferida que não sara
Não, eu não sei...
O que fazer por aqui
Para quê estar aqui?
Motivo não tenho, nem entendo...
(J.L.)

Hoje escutei aquela musica
Que cantei muitas vezes pra ti
Quando ouvi o toque do violão
O aperto tomou meu coração
É tão triste recordar
O que a canção era esperança
E que o momento me fazia só
Tão só, lembranças apenas...
Não sei porque ficam tantas marcas
Eu queria que fosse diferente
É por isso que eu preciso estar distante
Para nunca poder te sentir presente.
(J.L.)

Hoje foi um dia restrito
De choros internos
De lágrimas que rolam na alma
Hoje foi dia de olhar distante
De solidão que fere mais ainda
De coração apertado
Hoje foi dia de nó na garganta
De voz embargada
De poucas palavras
Hoje foi mais um dia que fiquei ali
Tentando encontrar explicações
Para diminuir meus tormentos
Hoje, fui incapaz de sorrir
Porque o que mais existe em mim
É tristeza que chora e chora sem fim.
(J.L.)

A tristeza em mim é tão grande
Quase que infinita
Faz doer a alma
Faz doer o coração
Faz perder o sorriso
Faz os olhos perderem o brilho
E simplesmente transbordar em lágrimas
Procuro entender mas não consigo
Há algo que me sufoca
Que me faz desacreditar de tantas coisas
De pessoas, de sonhos e esperanças
Porém quando tudo isso me perturba
Ainda encontro um pedaço de mim
Que reluta e que tem fé
Que acredita em Deus
Renovando as esperanças perdidas
De que no amanhã posso ser feliz
Então o sorriso mais uma vez
Tímidamente começa a fazer parte de mim
Mesmo que a alegria permaneça quieta
Em algum lugar do meu ser.
(J.L.)




Tão torpe meu pensamento
Neste inicio de noite que se forma
E toma-me indiscutivelmente
Num drama fulgente de vida
Nem som, nem cor
Não há nada de contente
Que ser busca viver
Sem esperança e sem crença?
Se vai mais um dos muitos
Que escondo pelas trilhas dos becos
Na calada das noites escuras
Não há luz nestes dias
Posto que de dia é madruga
E a madrugada nunca se torna dia.
(J.L.)

Foi tudo tão rápido
Você se foi e eu fiquei
Fiquei mais uma vez com o amor que sinto trancado
Você foi tão frio
Tão distante
Não sei o que pensas
Talvez seja melhor amar-te em silêncio.
(J.L.)


Queria tanto te ver
Estar sorrindo com você
No momento estou triste
E as lágrimas querem correr
A minha alma está inconsolável
O coração muito devagar a bater
O que me resta agora?
Viver ou morrer?
O mundo está tão descolorido
Que já não consigo ver
O que ele me oferecia antes
De amar tanto você.
(J.L.)

Quarto cansado das minhas lágrimas
Eu cansada de mim
Saí em meio a esta madruga
Queria ar puro
Ar puro disse eu?
Não se pode respirar o que não se sente mais
Sinto-me asfixiada por dentro
Queria ver alguma forma de vida
Porém só via a triste madrugada
A triste avenida, silenciosa como eu
Andei...
Pés descalços naquele asfalto
Um frio vento, tanto quanto eu
O rosto molhado
E o caminho que fazia era marcado pelas gotas que escorriam
Sentei...
Naquela calçada perdi meu olhar no nada
O coração era como que esmagado
Era como se não existisse mais
Como se conhecesse a própria morte
O pleno vazio
Passou um conhecido que disse:
“O que faz ai menina?”
Não respondi e ele continuou sua caminhada
É, eu era uma menina já fadigada
Nem vi as horas passar
E o tempo já não me preocupava
Não fazia sentido algum
Voltei...
Em casa tudo normal
Só havia uma coisa estranha
Eu mesma
Com a cabeça ao travesseiro
Que agora servia como lenço
Pensei...
Dorme menina
Porque mais tarde
É hora de brincar de viver

Triste...
Fico então a pensar
Como pude te amar
E esquecer que a vida é como o mar
Feito para navegar.
Triste...
Fico então sem paz
Desejando-te cada vez mais
Porque não mais serei capaz
De dizer que te amo demais.
Triste...
Fico então nessa incerteza
Querendo encontrar uma firmeza
Que se diz mais forte que uma correnteza.
Triste...
Fico então
Imaginado a emoção
De pode estar em seu coração
E viver sem ilusão.
(J.L.)

Quando me vem o silencio
Nas noites intermináveis
Povoadas de pensamento
Que chegam para calar apenas
Quando me vem a tristeza
Torpeza da fragilidade
Alimentada pelas lágrimas
Que rolam na alma sem paz
Quando me vem o infortúnio
Do que sou pelo que não sou
Registrados na essência
Que flagela o ser sem compreensão
É quando vem tudo e mais um pouco
Do que me dói e tortura
De quando sentido não mais se encontra
E que buscas são vãs e só se espera o fim
É quando me cai a insônia da madruga
Revestida de real morte em vida
De uma vida sem vida
Sem cores, nem sons, nem palavras
Já não sou quem procurava ser
Para ser o que me fizeram
Roubada dos sonhos, do tal amor
Ser apenas a melancolia da história minha.
(J.L.)

A saudade me tortura
E não esqueço dos seus olhos a doçura
Lembro-me de tudo que se passou
E só nostalgia foi o que restou
O meu coração te procura
Nada me faz esquecer sua ternura
Amei-o e digo que tudo acabou
Resplandecendo em mim seu olhar que encantou
Desde o primeiro instante já soube
O amor me encontrou quando conheci você
E o que faço agora para esquecer?
Se tudo me lembra você
Um dia talvez ao meu lado terei
Essa pessoa que tanto amei
Lá fundo vejo a felicidade
Insistirei...
Um dia vencerei a saudade.
(J.L.)