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Horas que os atormentam
Roubos que os alimentam
O dia é um tormento
A noite, um alento.

Olhos tristes, em lágrimas afogados
Sorrisos a tempos desperdiçados
Mãos sujas suadas
Roupas rasgadas
Marcas de uma longa caminhada.

No rosto, ainda a expressão de criança
Mas tanta necessidade os fazem perder a esperança.
Uns passam, dão um trocado
Outros quando os vêem, correm para se esconderem

Sua necedade aumenta com a idade
Pois escolas não frequentam
Aprender nem tentam
Deus, também não sabem onde está
Às vezes não lembram de rezar

Pés no chão
Famintos de compaixão
Maltratados de coração
Pelas ruas vão...

(J.L.)

* Fiz este poema 13 anos atrás ...