Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!



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O coração que muito chora

Chora porque amou


O coração que sorrir

Sorrir porque ama


O coração que nem chora nem sorrir

Que dor!Ainda não encontrou um grande amor.


( J.L.)





São as vozes que gritam
São os gritos que gemem
São os gemidos que sussurram
São os sussurros que lamentam
São os lamentos que choram
São os choros que agonizam
São as agonias que sufocam
São os sufocos que matam.

(J.L.)



Desta vez foi a pior vez

Acreditei além

Enganei-me por demais

Desta vez eu me perdi

Vivi a história só

E minhas páginas eram bem mais

Desta vez não mais desejo

Nem palavras, nem olhar

A hipocrisia fala assim

E por isso feriu em mim

Desta vez eu volto a ser sozinha

Como sempre deveria ter sido

Porque de tanta ferida

Já não tem mais dor pra ser sentida.


(J.L.)




Sinto a lágrima que cai

Doendo no íntimo da alma

Queimando-me sem pudor

Pela ferida que deixou

Ó dor que não me abandona

Que não há como remediar

Trepida meu pensamento

Dilacerando todo o limiar

Cai a noite o meu pranto

Sedenta de alento calmante

Pelo que não há como curar

É o amor doído e traído

Pelo jurar do teu amar

E repudiado só sabe chorar.

(J.L.)




A vida é tão imediata!

As vezes um amigo se vai sem saber que queríamos tanto vê-lo.

Quando pensamos que temos tempo, já não o temos mais.

E o tempo, as vezes é cruel. Não permite que voltemos, que haja despedida, que digamos o que existe em nosso ser. E as pessoas se vão...Para não mais voltarem...

Sem ao menos saberem o que deixaram em nós. Sem ouvir nossas saudades do tempo que permanecemos unidos.

A morte distancia a carne mas eu ainda creio no reencontro. Na vida que há de vir depois de passarmos por este espaço de vida humana, onde Deus nos permitirá, não somente estar alguns anos com aqueles a quem amamos, mas nos dará toda a eternidade para celebrarmos com alegria infinda a glória da amizade que começamos a provar aqui na Terra.

É! O tempo não Pará! E as vezes nem usufruímos do tempo que nos cabe.

Um dia nos veremos e teremos o encontro que o tempo em vida nos roubou.

Decanse nos braços de Deus Amiga!

(J.L.)



Não nasci para ser esposa

Não nasci par ser mãe

Eu até sonhei um dia

Mas alguns sonhos se esvaem

Talvez eu tenha nascido para meditar

Para escrever e do amor apenas falar

Para poematizar a vida

Falando de dores, alegrias e lembranças

Eu sei que por mim a família não vai se perpetuar

Por isso eu gero versos e rimas

Num esplendor doloroso como as mães

Dói o nascer do porquê não nasci para ser.

(J.L.)



O peito aperta

Não há como descrever

Falta-me a respiração

E a visão fica turva

As mãos tremulas

Lágrimas escorrendo

Frio no estomago

E todo o corpo quente

Muito quente...

Está doendo

Ferida intrínseca

Angústia que começa

De dor que não se pode gritar.

(J.L.)



Quando me vem o silencio

Nas noites intermináveis

Povoadas de pensamento

Que chegam para calar apenas

Quando me vem a tristeza

Torpeza da fragilidade

Alimentada pelas lágrimas

Que rolam na alma sem paz

Quando me vem o infortúnio

Do que sou pelo que não sou

Registrados na essência

Que flagela o ser sem compreensão

É quando vem tudo e mais um pouco

Do que me dói e tortura

De quando sentido não mais se encontra

E que buscas são vãs e só se espera o fim

É quando me cai a insônia da madruga

Revestida de real morte em vida

De uma vida sem vida

Sem cores, nem sons, nem palavras

Já não sou quem procurava ser

Para ser o que me fizeram

Roubada dos sonhos, do tal amor

Ser apenas a melancolia da história minha.

(J.L.)



Eu chorei o que não podia

Eu chorei o que não devia

Eu amei o que não posso e nem devo

Por isso eu chorei...

Eu chorei meu erro errado demais

Eu chorei meu pranto doído de doer

Eu amei o errado, eu errei no amor

Por isso eu chorei...

Eu chorei por minha esperança

Eu chorei até por ser especial

Eu amei a ilusão de que podia ser especial

Por isso eu chorei...

Eu chorei também a lembrança

Eu chorei a desconfiança

Tudo porque amei sem cobranças

Por isso eu chorei...

Eu tento rir na convivência

E por dentro derramo lágrimas sem cessar

Eu chorei e choro a dor de amar...

(J.L.)



É tão incerto meu caminho

É tão concreta minha dor

É tão sufocante os tormentos

É tão distante minha paz

Todo dia dói!

Todo dia tenho o misto de choro, de raiva, de aceitação, de perdição

Todo dia penso, repenso, espero, não espero

Todo dia entendo, não entendo, sei, não sei

Todo dia ganho e perdo, vem e se vai

Todo dia é nada!

Onde me perdi eu me pergunto

Onde fiquei? Queria buscar-me

Queria encontrar-me novamente

Todo dia eu sinto saudade

Como dói o dia!

Todo dia dói voltar pra casa

Todo dia dói quando a noite chega

Todo dia me corrói o peito

Todo dia se angustia a alma

Todo dia é nada!

Todo dia me bate a solidão

Todo dia me chora o coração

Todo dia a madrugada tem me pertencido

Todo dia pareço ter morrido

Todo dia dói!

(J.L.)



Sem querê-las

Sem detê-las

Elas vêm

Molham meu rosto

Escorrem...

Caem ao chão

E também molham o colchão

São ligeiras

Certeiras nas noites de solidão

São quentes

Correntes

Totalmente descontentes

São precisas

Incontroláveis

São lágrimas

Por dor

Do desamor.

(J.L)

A flor e o espinho
Composição: Nelson Cavaquinho / Guilherme de Brito / Alcides Caminha

Tire o seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com a minha dor

Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca a flor
Eu so errei quando juntei minh'alma a sua
O sol não pode viver perto da lua

Tire o seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com a minha dor

Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca a flor
Eu so errei quando juntei minh'alma a sua
O sol não pode viver perto da lua

É no espelho que eu vejo a minha magoa
A minha dor e os meus olhos rasos d'agua
Eu na sua vida já fui uma flor

Hoje sou espinho em seu amor
Eu so errei quando juntei minh'alma a sua
O sol não pode viver perto da lua
Tire o seu sorriso do caminho

Que eu quero passar com a minha dor
Que eu quero passar com a minha dor



A dor me faz prisioneira

A solidão me é companheira

A razão conselheira

Os olhos traiçoeiros

O sorriso faceiro

E o orgulho em primeiro

E o coração?

Este magoado

Retalhado

Muito sofrido

O amor a tempos esquecido

Mas não arrependo-me de ter vivido

Um amor não correspondido

Porque amei de verdade

E muitos não sabe o que é isso.

(JL)