Mostrando postagens com marcador como quem morre. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador como quem morre. Mostrar todas as postagens
Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
- Eu faço versos como quem morre.
( Manuel Bandeira )
Postado por
Jeania Lima
sábado, 11 de dezembro de 2010
Marcadores: como quem morre, Manuel Bandeira, versos 0 comentários
Assinar:
Postagens (Atom)







